Sei como é sentir-se só neste mundo cruel,
Onde os corações são predestinados a tornarem-se em pedra.
Estar cansado de respirar o ar impuro do mundo,
É estar destinado a viver uma vida sólida.
Tudo está indo…caminhando errado.
Não sei se consegues suportar a dor!
Porque estar entorpecido demais
Torna-se difícil de acreditar em alguma coisa mais.
Toda a força se vai paulatinamente
E perduram muitas coisas não ditas e obras interditas.
Fácil é desistir!
Entregando o desespero de mãos dadas a uma criatura fria e cruel dos infernos,
E vendendo o sangue da dignidade de Agnus Dei a um espírito maligno.
Para perder a alma e todos sentimentos é acessível!
Basta querer sentir a escuridão esvaecer sobre a vida,
E tudo o que é existente fica em vão!
Sepultando na tristeza da alma em chamas,
São palavras fleumáticas de um coração destroçado.
Mundo de sangue e profecias antigas,
Eu viverei no oculto silêncio do sol devastado!
terça-feira, 4 de maio de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Painful Farewell
Crucifixo o meu corpo numa penosa cruz, querendo sentir a dor dos cravos perfurarem em minhas mãos e meus pés. E numa chaga fatal, uma lança perfura em meu coração, matando o meu enigmático crepúsculo.
Fiz uma promessa a uma rosa, mas esse juramento cicatrizou-se nas linhas torcidas do meu caderno. O lado negro do éden desvaneceu em sua vida.
Eu sei o quão isso te magoou, ferindo teus sentimentos e pensamentos. Tentaste ensinar-me a derrotar o vazio, caminhando-me sobre as trilhas do amor, tal tarefa tão árdua, que foi espinhosa para ti. Eu quebrei todas as regras nesse jogo sem fim, que já se chamou de amor.
(The light from the darkness is my refuge for these brief moments...)
Destruí o termo amor, gerando um conceito impiedoso e sem clareza.
Não há qualquer forma para auferir teu perdão. Não há sentido em lutar pela tua compaixão. Já é tarde! Não há volta atrás.
Não há qualquer forma para auferir teu perdão. Não há sentido em lutar pela tua compaixão. Já é tarde! Não há volta atrás.
(I want to breathe the eternal silence…)
Assim me despeço, numa forma mortífera e néscia. A minha voz e meu corpo faleceram. Eles desvaneceram como penas sombrias sobre o céu, sacralizando-se em rosas negras, símbolo desta sádica despedida.
Walking in a saddened wound,
They are wrong choices of a crazy world.
The hell preached in our lives.
I lost everything, even my soul.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Duas Décadas!
No dia 21 de Março de 2010 concretizei o meu vigésimo aniversário. Recebi algo de mais precioso que qualquer Homem gosta de auferir: amor, carinho e entre outros afectos da família e amigos.
Como o tempo passa!
Noutro dia, estava eu no meu quarto ouvir música. Por minutos estaquei-me na minha mente. Parei para pensar nas etapas do meu crescimento. Recordei de todos os doces momentos que passei, das brincadeiras, situações ridículas e incrédulas, que de certa forma foram até afortunadas. Encetei logo a rir.
Mas, durante a meditação, revivi as amarguras e dores que enfrentei. As fraquezas, sofrimentos e entre outros sentimentos de indignação e repulsivos que maltrataram minha alma. Eu bem tentei apagar com uma borracha as tais paisagens da vida, contudo as marcas e manchas estão ainda presentes na minha memória.
Todavia, eu dou um grito de glória! Eu lutei, enfrentei e cresci. Estou aqui! No presente! O passado cessou!
Eu tenho crescido como pessoa e o meu engrandecimento há-de continuar, até que a vida o permita.
Para finalizar, quero salientar a importância da minha família, pois são eles que me têm acompanhado minha crescença. Foram eles que estiveram sempre ao meu lado nas minhas fraquezas. Foco ainda a ELE. Eu sei que Tu estás ao meu lado. É n’Ele que refugio. Agradeço-Te ainda, por todas as bênçãos que me tens concebido. Adonai Aba Pai.
Sei que quem ler isto vai-se rir, achar-me ridículo. Mas não quero saber!
Sou eu! Sou feliz! =)
Como o tempo passa!
Noutro dia, estava eu no meu quarto ouvir música. Por minutos estaquei-me na minha mente. Parei para pensar nas etapas do meu crescimento. Recordei de todos os doces momentos que passei, das brincadeiras, situações ridículas e incrédulas, que de certa forma foram até afortunadas. Encetei logo a rir.
Mas, durante a meditação, revivi as amarguras e dores que enfrentei. As fraquezas, sofrimentos e entre outros sentimentos de indignação e repulsivos que maltrataram minha alma. Eu bem tentei apagar com uma borracha as tais paisagens da vida, contudo as marcas e manchas estão ainda presentes na minha memória.
Todavia, eu dou um grito de glória! Eu lutei, enfrentei e cresci. Estou aqui! No presente! O passado cessou!
Eu tenho crescido como pessoa e o meu engrandecimento há-de continuar, até que a vida o permita.
Para finalizar, quero salientar a importância da minha família, pois são eles que me têm acompanhado minha crescença. Foram eles que estiveram sempre ao meu lado nas minhas fraquezas. Foco ainda a ELE. Eu sei que Tu estás ao meu lado. É n’Ele que refugio. Agradeço-Te ainda, por todas as bênçãos que me tens concebido. Adonai Aba Pai.
Sei que quem ler isto vai-se rir, achar-me ridículo. Mas não quero saber!
Sou eu! Sou feliz! =)
segunda-feira, 22 de março de 2010
Soul Of Blade
Life made us a promise of hell
Smashing slowly our bodies.
The death created a heaven of despair
Housing the damaged souls.
C’mon darkness
Dance with me in a loving ritual.
Bring me a new life.
Resurrect a hopeful light
From the lost soul of blade.
I'm cold.
A cold so deep and internal
That makes me scratch every piece of me.
I want to cry and scream
Drop all my mixed feelings.
I can’t breathe peace.
My throat is too dry express anything.
I drink the blood from the heart
That is able to dehydrate my soul.
C’mon darkness
Dance with me in a loving ritual.
Bring me a new life.
Resurrect a hopeful light
From the lost soul of blade.
Smashing slowly our bodies.
The death created a heaven of despair
Housing the damaged souls.
C’mon darkness
Dance with me in a loving ritual.
Bring me a new life.
Resurrect a hopeful light
From the lost soul of blade.
I'm cold.
A cold so deep and internal
That makes me scratch every piece of me.
I want to cry and scream
Drop all my mixed feelings.
I can’t breathe peace.
My throat is too dry express anything.
I drink the blood from the heart
That is able to dehydrate my soul.
C’mon darkness
Dance with me in a loving ritual.
Bring me a new life.
Resurrect a hopeful light
From the lost soul of blade.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Goodbye Old Friend
So many times I worried you
So many times I gave you a hug when you cried
So many times I said: Be strong, I’ll always be by your side.
They hurt so much when I was stabbed from behind.
Your ungrateful laughter, joyful and animalistic
Trying to hurt my heart
You walk with the head on
Believing that you are great, heroin, glad.
In essence, your emptiness follows you all the time.
There is nothing to do about your loneliness.
My hatred doesn’t cause anything in you.
Just hurt me, only me, me and no more than me.
Goodbye
Goodbye old friend
You faded from the endless dark
The choice was yours, merely yours...
Dedicado: Tu sabes!
So many times I gave you a hug when you cried
So many times I said: Be strong, I’ll always be by your side.
They hurt so much when I was stabbed from behind.
Your ungrateful laughter, joyful and animalistic
Trying to hurt my heart
You walk with the head on
Believing that you are great, heroin, glad.
In essence, your emptiness follows you all the time.
There is nothing to do about your loneliness.
My hatred doesn’t cause anything in you.
Just hurt me, only me, me and no more than me.
Goodbye
Goodbye old friend
You faded from the endless dark
The choice was yours, merely yours...
Dedicado: Tu sabes!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
"Uma Casa Na Escuridão" (excerto) - José Luís Peixoto
«Ser feliz por momentos é algo de que não se deve ter vergonha. Momentos que o fim torna ridículos.
A felicidade, como o amor, é um sentimento ridículo. Mas a felicidade, como o amor, só é ridícula quando vista de fora. A felicidade, como o amor, só é ridícula antes ou depois de si própria. A felicidade, são momentos que, no seu presente fugaz, são mais fortes do que todas as sombras, todos os lugares frios, todos os arrependimentos. Ser feliz em palavras que, durante essa respiração breve, mudam de sentido.
E nem a forma do mundo é igual: o sangue tem a forma de luz, as pedras têm de nuvens, os olhos têm a forma de rios, as mãos têm a forma de árvores, os lábios têm a forma de céu, ou de oceano visto da praia, ou de estrela a brilhar com toda a sua força infantil e a iluminar a noite como um coração pequeno de ave ou de criança.
Momentos que o fim torna ridículos. Momentos que fazem viver, esperando por um dia, depois de todas as desilusões, depois de todos os arrependimentos e fracassos, em que se possa viver de novo, para de novo chegar o fim e de novo a esperança e de novo o fim.
Não se deve ter vergonha de se ser feliz por momentos. Não se deve ter vergonha da memória de se ter sido feliz por momentos.»
A felicidade, como o amor, é um sentimento ridículo. Mas a felicidade, como o amor, só é ridícula quando vista de fora. A felicidade, como o amor, só é ridícula antes ou depois de si própria. A felicidade, são momentos que, no seu presente fugaz, são mais fortes do que todas as sombras, todos os lugares frios, todos os arrependimentos. Ser feliz em palavras que, durante essa respiração breve, mudam de sentido.
E nem a forma do mundo é igual: o sangue tem a forma de luz, as pedras têm de nuvens, os olhos têm a forma de rios, as mãos têm a forma de árvores, os lábios têm a forma de céu, ou de oceano visto da praia, ou de estrela a brilhar com toda a sua força infantil e a iluminar a noite como um coração pequeno de ave ou de criança.
Momentos que o fim torna ridículos. Momentos que fazem viver, esperando por um dia, depois de todas as desilusões, depois de todos os arrependimentos e fracassos, em que se possa viver de novo, para de novo chegar o fim e de novo a esperança e de novo o fim.
Não se deve ter vergonha de se ser feliz por momentos. Não se deve ter vergonha da memória de se ter sido feliz por momentos.»
Subscrever:
Mensagens (Atom)
